
Foto: JusBrasil/Reprodução
A Polícia Militar de Goiás utilizou uma ferramenta de inteligência artificial para prender pai e filho suspeitos de assassinarem um morador de rua em Goiânia. O crime ocorreu na madrugada de quinta-feira (9) na rua 68, no Setor Central da capital goiana, e a prisão foi possibilitada pelo uso de tecnologia avançada que permitiu identificar características específicas do veículo utilizado pelos suspeitos.
As equipes de inteligência da corporação realizaram levantamentos detalhados para compreender a dinâmica do crime e localizar os responsáveis. Imagens de câmeras de monitoramento de estabelecimentos comerciais da região foram cruciais para o avanço das investigações.
"A análise do material permitiu identificar características específicas do veículo suspeito, como danos visíveis na lataria, ausência da placa traseira, rodas sem calotas e marcas de queimadura no teto, elementos que ajudaram a filtrar e cruzar dados nos sistemas", explica o comandante de Policiamento da Capital, coronel Pedro Henrique Batista.
Com o auxílio da plataforma de inteligência artificial, que integra bases de dados das forças de segurança, os policiais conseguiram identificar o automóvel usado no crime. Após buscas intensivas, as autoridades localizaram os suspeitos e apreenderam tanto o veículo quanto a arma utilizada no homicídio.
Durante a abordagem policial, descobriu-se que os suspeitos têm relação de parentesco, sendo pai e filho. O mais jovem relatou trabalhar como entregador por aplicativo e admitiu ter discutido com a vítima momentos antes do crime.
Segundo seu depoimento, após o desentendimento, ele retornou à sua residência, pegou uma arma de pressão calibre 5,5 mm, removeu a placa do veículo e voltou ao local acompanhado do pai para cometer o crime. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), esse comportamento indica premeditação.
Ambos os suspeitos foram detidos em flagrante e encaminhados à Central Geral de Flagrantes de Goiânia, junto com os objetos apreendidos durante a operação. O caso continua sob investigação pela Polícia Civil de Goiás. As autoridades não divulgaram os nomes da vítima nem dos detidos.