Ministro anuncia 5 milhões excluídos das bets por restrições do governo

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Ministro da Fazenda revela que restrições do governo já afastaram 5 milhões de pessoas das plataformas de apostas no Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta quinta-feira (13/8) que aproximadamente 5 milhões de pessoas foram excluídas das plataformas de apostas de quota fixa, conhecidas como bets, como resultado do endurecimento das regras impostas pelo governo ao setor. A medida integra um pacote mais amplo de restrições adotado pela equipe econômica para conter o crescimento das apostas on-line no país, sobretudo entre famílias de baixa renda e pessoas com acesso a crédito subsidiado.
Nos últimos meses, o governo tem combinado bloqueios de acesso, regras de autoexclusão e limitações à publicidade, além de ações direcionadas contra plataformas ilegais. O conjunto de medidas reflete a postura do governo de tratar o setor de apostas com rigor crescente. "A gente chega a um total de mais de 5 milhões de pessoas impedidas, obstaculizadas, excluídas do jogo no Brasil, nesse compromisso de tratar as bets como cigarro, num desincentivo ao jogo no país", afirmou Durigan. Segundo Durigan, do total de contas excluídas, cerca de 800 mil estão vinculadas ao programa Desenrola Brasil. Nesses casos, existe um mecanismo que impede o usuário de permanecer em casas de apostas por um período mínimo de seis meses, exigência criada como contrapartida para o acesso a crédito com juros reduzidos.
Outros 1,2 milhão de usuários aderiram voluntariamente ao sistema de autoexclusão das plataformas, enquanto aproximadamente 3 milhões de CPFs bloqueados estão associados a cadastros sociais do governo, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), grupos considerados mais vulneráveis ao endividamento. Além das exclusões, Durigan destacou o avanço na organização do mercado regulado. Das 85 empresas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), 80 enviaram a documentação exigida, e os dados dessas operadoras foram tornados públicos. O movimento busca aumentar a transparência e diferenciar as plataformas legais das ilegais, consolidando o processo de regulamentação do setor no país.