Márcio França será vice de Haddad em SP

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Ex-ministro do PSB é anunciado como candidato a vice-governador de São Paulo na chapa de Fernando Haddad, com apoio de Lula
O ex-ministro Márcio França (PSB) foi anunciado nesta quinta-feira (25/6) como candidato a vice-governador de São Paulo na chapa encabeçada por Fernando Haddad (PT). A candidatura conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e foi confirmada pelo próprio Haddad nas redes sociais, formalizando a aliança entre PT e PSB no estado. Com o anúncio, está definida a chapa de esquerda em São Paulo.
Além de Haddad e Márcio França, a composição inclui as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) como candidatas ao Senado. "Ex-governador de São Paulo, prefeito, secretário de Estado e também ministro em duas pastas do Governo Federal, ele [França] reúne ampla experiência administrativa e profundo conhecimento dos desafios e das potencialidades do nosso estado", publicou Haddad.
O ex-ministro da Fazenda ainda acrescentou: "É uma chapa que reúne experiência, capacidade de gestão, compromisso público e uma trajetória marcada por resultados concretos para São Paulo e para o Brasil". O acordo encerra um impasse entre PT e PSB. Márcio França também pleiteava uma vaga ao Senado, mas Lula e o PT deixavam clara a preferência pelas duas ex-ministras para as candidaturas à Casa Alta.
O cargo de vice-governador era considerado pouco atrativo, já que os próprios governistas reconhecem o favoritismo do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Vale lembrar que Márcio França já exerceu a função de vice-governador em duas gestões de Geraldo Alckmin e chegou a assumir o governo do estado entre abril e dezembro de 2018. Este não é o primeiro momento em que Márcio França é colocado em segundo plano por Lula. No início do atual governo, ele ocupava o Ministério dos Portos e Aeroportos, mas, em uma articulação para abrir espaço ao centrão na Esplanada dos Ministérios, foi transferido para o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, pasta de menor expressão política.