Homem que decapitou a mãe será submetido a exame de sanidade mental

Foto: Reprodução
Tribunal do Júri de BH determina exame de sanidade mental para homem que matou e decapitou Jussara Maria Rodrigues, de 54 anos
O Tribunal do Júri de Belo Horizonte determinou a realização de um exame de sanidade mental para o homem de 27 anos que matou e decapitou a própria mãe, Jussara Maria Rodrigues, de 54 anos, na madrugada de segunda-feira (22/6), no bairro Cachoeirinha, região Noroeste de BH. O suspeito é investigado pelo crime de feminicídio. A decisão foi proferida na quinta-feira (25/6) pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza.
O exame foi solicitado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e contou com parecer favorável do Ministério Público (MPMG). Para garantir os direitos do investigado, a magistrada nomeou um defensor público para atuar em sua defesa. O exame pericial foi agendado para o dia 29 de junho e será realizado no Instituto Médico Legal (IML). A unidade prisional onde o suspeito se encontra foi comunicada com urgência para que tome as providências necessárias e realize o encaminhamento. A juíza decidiu não suspender o inquérito policial enquanto aguarda o resultado dos exames.
A Justiça estabeleceu o prazo de dez dias, com encerramento no dia 3 de julho, para que a PCMG apresente laudos e provas fundamentais ao caso, entre eles: - O laudo de exame de corpo de delito e o laudo perinecroscópico, que consiste na perícia externa do cadáver realizada pelos peritos criminais ainda na cena do crime. - O resultado da extração de dados dos celulares apreendidos durante as investigações. - As oitivas de testemunhas relacionadas ao caso. - O laudo de eficiência e prestabilidade da faca apreendida.
Durante o interrogatório policial e em conversas preliminares com as autoridades, o réu forneceu detalhes sobre o crime e sobre seu histórico pessoal. Ele contou que Jussara Maria Rodrigues estava dormindo quando ele foi ao quarto dela e a estrangulou. Em seguida, dirigiu-se à cozinha, pegou uma faca e desferiu vários golpes na mãe, decapitando o corpo na sequência. Segundo o suspeito, tudo ocorreu por volta das 4h da madrugada e teve duração de apenas cinco minutos. O réu afirmou ter agido por vontade própria, sem auxílio de ninguém, e disse estar arrependido.
Ele ressaltou que o arrependimento decorre mais do ato de ter matado a mãe do que da possibilidade de ser preso. O próprio suspeito revelou ter diagnóstico de esquizofrenia realizado em Portugal. Ele relatou que já teve surtos psicóticos, mas que não tomava os medicamentos conforme recomendado e que também não realizava acompanhamento psiquiátrico. Além disso, disse que usava drogas quando morava fora do Brasil, mas afirmou não ter consumido entorpecentes nas semanas anteriores ao crime. O caso segue em investigação enquanto a Justiça aguarda os laudos e o resultado do exame de sanidade mental para dar continuidade ao processo.