
Deolane Bezerra é advogada e influencer - Foto: Redes Sociais/Reprodução
Deolane Bezerra está sendo processada pelo delegado Paulo Godim, da Polícia Civil de Pernambuco, que solicita indenização de R$ 81 mil após acusações feitas pela influenciadora.
O delegado foi responsável pela investigação que levou à prisão de Deolane em setembro de 2023, durante a "Operação Integration".
Após ser libertada, Deolane Bezerra fez graves acusações contra o delegado, alegando que ele cometeu "abuso de autoridade" e ordenou uma "prisão criminosa".
A influenciadora também declarou que Godim teria mentido para a Justiça, o que motivou o processo por danos morais.
A trajetória de Deolane Bezerra com a justiça começou em setembro do ano passado:
* Deolane foi detida pela primeira vez em 4 de setembro, junto com sua mãe, Simone Bezerra, no bairro Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A prisão ocorreu no âmbito da "Operação Integration", que investiga crimes de lavagem de dinheiro e práticas de jogos ilegais.
* Após cinco dias presa na Colônia Penal Feminina do Recife, a influenciadora conseguiu habeas corpus e passou a cumprir prisão domiciliar. No entanto, foi novamente detida em 10 de setembro por descumprir medidas cautelares impostas pela justiça.
* Na sequência, Deolane foi transferida para a Colônia Penal Feminina de Buíque, localizada a aproximadamente 270 km do Recife, onde permaneceu até 24 de setembro.
A libertação de Deolane e sua mãe ocorreu em 24 de setembro, após determinação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que ordenou a soltura de 17 suspeitos presos durante a operação.
A investigação apura crimes envolvendo exploração de jogos de azar, fraudes e lavagem de dinheiro.
Em fevereiro deste ano, a Justiça Federal em Pernambuco anulou atos da Justiça Estadual e determinou que a Polícia Federal (PF) assumisse a investigação da "Operação Integration".
A decisão foi do juiz Cesar Arthur Cavalcanti de Carvalho, da 13ª Vara Federal, que justificou a medida pelo fato de a Justiça Estadual não ter competência para autorizar a apuração de crimes federais.
Esta decisão não encerrou o inquérito nem anulou automaticamente provas ou prisões já cumpridas.
Todo o material foi encaminhado à Polícia Federal, que deverá reavaliar o caso com acompanhamento do Ministério Público Federal (MPF).
A Justiça Estadual ficará responsável apenas pelas questões relacionadas à suposta contravenção do jogo do bicho.
Agora, com o processo movido pelo delegado Paulo Godim, Deolane Bezerra enfrenta mais um desdobramento jurídico relacionado ao caso que a levou à prisão no ano passado.