Ele acusou Moraes de ser “ditador”

Foto: Redes Sociais
O pastor Silas Malafaia utilizou suas redes sociais para esclarecer aos seus seguidores o motivo pelo qual não tem realizado visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde novembro. A explicação veio em resposta às especulações que circulavam sobre um possível distanciamento entre os dois.
Em sua manifestação, o líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo direcionou suas palavras aos que chamou de “fofoqueiros gospel”, que segundo ele estariam tentando criar intrigas entre ele e o ex-presidente. Malafaia explicou que está impedido de realizar as visitas devido às medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
“Aos fofoqueiros gospel de plantão. Não posso visitar Bolsonaro porque estou com cautelares absurdas do Ditador Alexandre de Moraes, que me colocou em um inquérito de pura perseguição política junto de Bolsonaro. Apreendeu meu passaporte e cadernos teológicos e me proibiu falar com Bolsonaro, Eduardo e Paulo Figueiredo. Antes de falar asneira, procure conhecer a verdade!”, declarou o pastor em suas redes sociais.
A situação ocorre em meio a um contexto de divergências políticas envolvendo a sucessão presidencial. Silas Malafaia tem manifestado publicamente suas críticas à indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL) como possível candidato à presidência em 2026, escolha feita pelo próprio ex-presidente. O pastor argumenta que outros nomes da direita, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), teriam maior força eleitoral.
Em dezembro, Malafaia foi enfático ao avaliar que Flávio Bolsonaro não possui “musculatura política” suficiente para a disputa presidencial de 2026. O pastor criticou também a estratégia política adotada, afirmando que o senador deveria ter articulado melhor sua pré-candidatura junto ao partido e às lideranças do Centro, em vez de anunciá-la diretamente nas redes sociais.
As declarações do pastor Silas Malafaia evidenciam não apenas as restrições judiciais que enfrenta, mas também as complexas dinâmicas políticas que envolvem o grupo ligado ao ex-presidente Bolsonaro na atual conjuntura política brasileira.